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Lamisil (Terbinafine)

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Lamisil (terbinafina) é um medicamento usado para tratar infeções por fungos na pele, como micose do pé (pé de atleta), da virilha e do corpo. A substância atua eliminando o fungo responsável pelos sintomas. Use conforme indicado na embalagem ou pelo seu profissional de saúde e continue o tratamento pelo tempo recomendado, mesmo quando os sintomas melhorarem. Se não houver melhoria após alguns dias ou se piorar, procure aconselhamento.
Lamisil (Terbinafina) — Descrição para doentes

Lamisil (Terbinafina) — Informação completa para doentes (Portugal)

Lamisil é um medicamento antifúngico cuja substância ativa é a terbinafina. É utilizado para tratar infeções causadas por fungos (micoses), incluindo aquelas que afetam a pele, unhas e outras áreas. A terbinafina atua diretamente sobre o fungo, ajudando a eliminar a infeção e a aliviar os sintomas como comichão, descamação, vermelhidão e alterações das unhas.

Este texto foi preparado para ser claro e prático. Serve como orientação geral e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Se tiver dúvidas sobre a sua situação específica, procure aconselhamento.

1. Informação básica do produto

Categoria Conteúdo
Nome do medicamento Lamisil
Substância ativa Terbinafina
Tipo Antifúngico
Apresentações comuns Creme/solução cutânea (uso local) e comprimidos (uso oral), consoante o caso
Objetivo Tratamento de micoses por dermatófitos e outras situações indicadas
Disponibilidade Em Portugal, a disponibilidade pode variar por apresentação e regime legal aplicável

2. Como funciona (mecanismo de ação)

A terbinafina pertence ao grupo dos antifúngicos alilaminas. O seu mecanismo é focado na síntese do ergosterol, um componente essencial da membrana das células dos fungos.

  • A terbinafina inibe uma enzima (escualeno epoxidase) necessária para produzir ergosterol.
  • Sem ergosterol, a membrana do fungo fica comprometida.
  • Dependendo do fungo e do contexto, a terbinafina tem ação fungicida (tende a eliminar o fungo) para muitos dermatófitos.

Na prática, isto significa que, com o uso correto e pelo tempo adequado, a infeção costuma regredir e os sintomas melhoram. Em casos de micose das unhas, a melhoria visível demora mais tempo, porque a unha precisa de crescer.

3. Farmacocinética (como o corpo processa o medicamento)

3.1. Uso oral (comprimidos)

Após ingestão, a terbinafina é absorvida e distribui-se pelos tecidos. Parte do fármaco liga-se às proteínas plasmáticas e pode permanecer em concentrações eficazes durante um tempo prolongado, o que contribui para esquemas terapêuticos com duração relativamente curta em algumas situações.

  • Absorção: geralmente é razoável após administração oral.
  • Distribuição: atinge pele e unhas, onde pode ser relevante para o tratamento das micoses.
  • Metabolismo: é metabolizada sobretudo no fígado.
  • Eliminação: os metabolitos são eliminados principalmente por via renal.
  • Tempo para resultados: a melhoria pode começar ao longo das primeiras semanas (pele) ou mais tarde (unhas).

3.2. Uso cutâneo (creme/solução)

Quando aplicada localmente, a terbinafina atua principalmente na superfície e camadas da pele. A absorção sistémica tende a ser baixa quando usada de forma correta em áreas limitadas.

Mesmo assim, se utilizar em áreas muito extensas, por períodos prolongados ou sob oclusão (cobertura apertada), pode aumentar a absorção. Nesses casos, siga as orientações do rótulo e/ou aconselhamento profissional.

4. Indicações: para que é usado

Lamisil (terbinafina) é indicado para o tratamento de infeções fúngicas selecionadas. As indicações exatas dependem da apresentação (oral vs. cutânea) e do diagnóstico. Em linhas gerais, é frequentemente utilizado para:

4.1. Micose da pele

  • Pé de atleta (tinea pedis)
  • Micose na virilha (tinea cruris)
  • Micose do corpo (tinea corporis)
  • Outras micoses cutâneas por dermatófitos, conforme avaliação

4.2. Micose das unhas

  • Onicomicose (infeção fúngica das unhas), em particular quando causada por dermatófitos

4.3. Observação importante

Nem todas as alterações nas unhas ou na pele são causadas por fungos. Pode haver causas como dermatite, eczema, psoríase, infeções bacterianas ou outras condições. Por isso, um diagnóstico correto é essencial para escolher o tratamento.

5. Dosing (posologia) e timing de tratamento

A posologia exata depende da apresentação e da área afetada. De seguida encontram-se orientações gerais, mas é crucial seguir o que vem indicado na embalagem para a apresentação que utiliza e confirmar com um profissional de saúde quando necessário.

5.1. Uso cutâneo (creme/solução)

Em muitas situações de micose da pele, o esquema pode variar conforme a apresentação e a gravidade. Regra geral, o medicamento é aplicado 1 vez ou 2 vezes ao dia durante um período de 1 a 2 semanas em pé/virilha/corpo, podendo ser ajustado pelo tipo de micose.

Como aplicar na prática

  • Lave e seque bem a área afetada antes da aplicação.
  • Aplique uma camada fina, cobrindo a zona visivelmente afetada e um pequeno espaço à volta.
  • Lave as mãos após a aplicação, a não ser que esteja a tratar as próprias mãos.
  • Continue o tratamento pelo tempo indicado, mesmo que sinta alívio rápido.

Timing para perceber melhoria: em micoses cutâneas, pode notar melhoria ao fim de alguns dias a 1-2 semanas. No entanto, a pele pode demorar a recuperar totalmente, e uma interrupção precoce aumenta a probabilidade de recorrência.

5.2. Uso oral (comprimidos)

Para onicomicose, o tratamento oral costuma ter duração de semanas a meses, dependendo do número de unhas afetadas, do grau de envolvimento e da velocidade de crescimento da unha.

Em geral, os esquemas mais usados envolvem:

  • Tratamento contínuo por um período definido (varia consoante o caso).
  • A avaliação costuma considerar o crescimento da unha: a zona afetada tende a ser substituída ao longo do tempo.

Timing para resultados nas unhas: é comum que a melhoria completa só se torne evidente após várias semanas, porque a unha precisa de crescer desde a base.

6. Interações com alimentos (comida)

Para a terbinafina oral, a relação com alimentos pode ser relevante para tolerância gastrointestinal. De forma geral, pode ser tomada com ou sem alimentos, mas o ideal é seguir as indicações da embalagem e do profissional de saúde.

  • Se tiver tendência para náuseas ou desconforto, tomar após uma refeição pode ser mais confortável.
  • Evite ajustes por conta própria; mantenha consistência diariamente.

Para o uso cutâneo, os alimentos não influenciam diretamente a ação local.

7. Álcool e interações com medicamentos

7.1. Álcool

Não existe uma “proibição” universal para todo o mundo, mas o álcool deve ser evitado ou reduzido, sobretudo no uso oral, porque a terbinafina é metabolizada no fígado. Se tiver doença hepática, consumo elevado de álcool ou antecedentes de alterações das enzimas hepáticas, fale com um profissional de saúde antes de iniciar o tratamento.

7.2. Interações com outros medicamentos

A terbinafina pode interagir com alguns medicamentos, sobretudo através de vias de metabolização. A lista completa de interações depende do seu esquema terapêutico. Por isso, antes de iniciar, é recomendável:

  • Reunir informação sobre toda a medicação atual (incluindo produtos “naturais”/fitoterápicos).
  • Informar um profissional de saúde sobre medicamentos para o fígado, alguns antidepressivos, anticoagulantes, entre outros.
  • Observar sinais de efeitos adversos e procurar orientação se surgirem problemas.

Atenção: se estiver a usar medicamentos que afetem o fígado ou que também interajam com enzimas hepáticas, a avaliação torna-se ainda mais importante.

8. Perfil de segurança: o que pode acontecer

Como qualquer medicamento, a terbinafina pode causar efeitos adversos. Nem todas as pessoas os têm, e muitos efeitos são leves e transitórios.

8.1. Efeitos adversos comuns (frequentemente relatados)

  • Uso cutâneo: ardor ligeiro, prurido, vermelhidão, ressecamento ou irritação local.
  • Uso oral: desconforto gastrointestinal (por exemplo, náuseas, dor abdominal), dor de cabeça, alteração do paladar.

8.2. Reações menos comuns, mas importantes

Em alguns casos, podem ocorrer reações que requerem avaliação médica, especialmente relacionadas com o fígado.

  • Sintomas sugestivos de problema hepático: cansaço acentuado, perda de apetite, náuseas persistentes, urina escura, pele/olhos amarelados (icterícia) ou comichão intensa sem explicação.
  • Reações alérgicas: inchaço do rosto/lábios, dificuldade em respirar, urticária extensa.
  • Alterações cutâneas graves (raras): bolhas, descamação importante, lesões extensas.

Se surgir qualquer sinal de alarme, deve procurar ajuda médica imediatamente.

8.3. Quem deve ter cuidado extra

  • Pessoas com doença do fígado ou antecedentes de alterações hepáticas.
  • Doentes com historial de reações cutâneas graves a medicamentos.
  • Grávidas, lactantes e crianças: a indicação e a segurança dependem do caso e da formulação.

9. Dicas práticas de utilização (para aumentar a eficácia)

A terbinafina funciona melhor quando o tratamento é associado a medidas de higiene e redução de humidade, pois os fungos proliferam em ambientes quentes e húmidos.

9.1. Medidas gerais

  • Mantenha a área afetada limpa e bem seca.
  • Troque a roupa interior/meias diariamente e, se necessário, mais vezes por dia.
  • Use calçado que permita ventilação; evite sapatos muito fechados e húmidos por longos períodos.
  • Evite partilhar toalhas, meias, calçado ou escovas.

9.2. Se a micose for no pé (pé de atleta)

  • Seque bem entre os dedos após o banho.
  • Considere desinfetar ou substituir calçado e meias se a recorrência for frequente.
  • Lave as toalhas em água quente sempre que possível e respeite o tipo de tecido.

9.3. Se a infeção for nas unhas

  • Corte e lixe as partes soltas ou espessadas, com cuidado, para reduzir carga fúngica (sem ferir a pele).
  • Seja paciente: a melhoria visível depende do crescimento da unha.
  • Evite manicure partilhada e instrumentos não esterilizados.

9.4. Evite erros comuns

  • Interromper cedo quando já melhora (risco de recorrência).
  • Aplicar em excesso (pode irritar a pele e não aumenta a eficácia).
  • Não cobrir a área adjacente (o fungo pode estar além da zona mais visível).

10. Opções alternativas (quando o tratamento pode variar)

Existem várias abordagens terapêuticas para micoses, dependendo do tipo de fungo, localização, extensão e gravidade. Alternativas incluem outros antifúngicos de aplicação local e, em alguns casos, terapias sistémicas.

10.1. Alternativas tópicas

  • Antifúngicos azólicos (por exemplo, alguns agentes para micoses cutâneas).
  • Outros antifúngicos como os alilaminas tópicos (dependendo da disponibilidade e do caso).

10.2. Alternativas orais

Para onicomicose e situações mais resistentes, podem ser considerados outros antifúngicos orais. A escolha depende do diagnóstico e do perfil do doente (por exemplo, saúde do fígado, medicação concomitante e tolerância).

Em Portugal, o “melhor” tratamento é frequentemente aquele que corresponde ao tipo de micose e ao contexto clínico. Se houver dúvidas, uma avaliação dermatológica ajuda a confirmar se realmente é micose e qual o fungo mais provável.

11. Contexto de mercado e legal em Portugal (visão geral)

A disponibilização de medicamentos em Portugal pode variar conforme a categoria legal do produto e a apresentação. Algumas formas podem ser comercializadas em circuitos próprios e/ou exigirem condições específicas no momento da venda.

Em termos de acesso, as farmácias e a legislação aplicável asseguram que a dispensa e o aconselhamento seguem normas de segurança, com foco em:

  • Indicação correta para o tipo de infeção.
  • Segurança do doente (incluindo interações e precauções).
  • Informação adequada sobre posologia, duração do tratamento e sinais de alarme.

Se tiver dúvidas sobre a disponibilidade da apresentação que procura (creme/solução vs comprimidos), verifique na loja online a informação do produto e consulte a farmácia em caso de necessidade.

12. Orientações recentes e boas práticas clínicas (atualizações de foco)

As micoses tendem a ser subtratadas quando:

  • o doente interrompe cedo;
  • não se confirmam sinais de recorrência por hábitos higiénicos inadequados;
  • se confunde outra condição cutânea com micose.

Diretrizes e recomendações de boas práticas (de forma geral) enfatizam:

  • Diagnóstico correto (por exemplo, avaliação clínica e, quando aplicável, testes).
  • Tratamento pelo tempo necessário para reduzir recaídas.
  • Medidas de prevenção (secar bem a pele, reduzir humidade).
  • Para tratamentos orais, monitorização de segurança quando indicado (por exemplo, em doentes com risco hepático e quando o tratamento é prolongado).

A prática clínica também valoriza a necessidade de reavaliar se não houver melhoria após um período razoável, para evitar ciclos repetidos com tratamento inadequado.

13. Entrega e disponibilidade na farmácia online

A disponibilidade de Lamisil (terbinafina) pode variar consoante a apresentação e o stock. Ao encomendar online, recomenda-se verificar:

  • a forma farmacêutica (creme/solução ou comprimidos);
  • a dosagem/concentração indicada na embalagem;
  • a quantidade (número de embalagens ou volume total);
  • as condições de envio e o prazo de entrega apresentados na página do produto.

Em Portugal, a farmácia online deve seguir as normas aplicáveis para entrega de medicamentos. Se a sua encomenda não for possível por motivos de disponibilidade ou regime legal, deve ser contactado(a) de forma adequada.

14. FAQ — Perguntas frequentes

1) Em quanto tempo é que Lamisil começa a fazer efeito?

Micose da pele: muitas pessoas notam melhoria ao fim de alguns dias, mas é importante completar o tratamento.
Micose das unhas: a melhoria visível pode demorar mais semanas ou meses, porque depende do crescimento da unha.

2) Posso parar quando os sintomas melhorarem?

Em geral, não. Interromper cedo aumenta o risco de recorrência. Siga o tempo indicado para a apresentação e o tipo de micose.

3) O que devo fazer se não melhorar?

Se não houver melhoria após o período esperado, ou se piorar, procure aconselhamento. Pode ser necessário confirmar o diagnóstico e avaliar alternativas terapêuticas.

4) Lamisil é para fungos “do corpo” e “das unhas”?

Lamisil pode ser utilizado em diferentes localizações, mas a forma (tópica vs oral) e a indicação dependem do caso. A pele e as unhas respondem de forma diferente, especialmente em termos de tempo de recuperação.

5) Posso usar em crianças?

A utilização em crianças depende da idade, do peso e da apresentação. O esquema e a segurança podem variar. Consulte a informação do produto e procure aconselhamento profissional.

6) É seguro durante a gravidez ou amamentação?

A segurança na gravidez e amamentação deve ser avaliada caso a caso. A decisão depende da gravidade, da área afetada e da forma farmacêutica. Consulte um profissional de saúde.

7) Posso beber álcool durante o tratamento oral?

É recomendável evitar ou reduzir o álcool, principalmente em tratamentos orais, por possível impacto hepático. Se tiver fatores de risco (doença do fígado, consumo elevado, antecedentes), fale com um profissional.

8) Posso tomar outros medicamentos ao mesmo tempo?

Algumas combinações podem aumentar o risco de interações. Informe sempre sobre toda a medicação atual, incluindo suplementos e produtos “naturais”, para garantir segurança.

9) O que fazer em caso de esquecimento de uma dose?

Em geral, deve tomar/aplicar assim que se lembrar, a menos que esteja perto do horário da próxima dose. Não duplique a dose. Se tiver dúvidas, consulte a informação do produto ou um profissional.

10) Quando devo procurar ajuda urgente?

Procure ajuda urgente se surgirem sinais de alergia (inchaço, dificuldade em respirar, urticária extensa), icterícia ou sintomas sugestivos de problema hepático, ou reações cutâneas graves.

15. Conclusão

Lamisil (terbinafina) é um antifúngico eficaz no tratamento de várias micoses. Ao compreender o mecanismo de ação, respeitar o tempo de tratamento, aplicar corretamente (no uso cutâneo) e adotar medidas de higiene, pode aumentar as hipóteses de sucesso e reduzir a recorrência. Nas micoses das unhas, seja especialmente paciente: a recuperação depende do crescimento do tecido.

Se tiver dúvidas sobre qual a apresentação mais adequada para o seu caso, ou se suspeita de uma infeção recorrente, a avaliação profissional é a melhor forma de garantir o diagnóstico e a estratégia terapêutica correta.

Informação adicional

Dosagem: No selection

250mg

Embalagem: No selection

10 pill, 30 pill, 60 pill, 90 pill, 120 pill